EUA intensificam ofensiva contra o Irã após ataque que matou militares americanos na Jordânia
Bombardeios tiveram como alvo instalações ligadas à Guarda Revolucionária iraniana em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Ataques americanos elevam tensão entre Estados Unidos e Irã e aumentam preocupações com a estabilidade no Oriente Médio. Foto: Reprodução. A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar após uma nova ofensiva militar americana realizada neste sábado (18). De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), os bombardeios tiveram como alvo instalações ligadas à Guarda Revolucionária Iraniana, com o objetivo de enfraquecer sua capacidade de atuar na região e reduzir ameaças ao tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz.
A operação foi desencadeada após um ataque ocorrido na Jordânia, que resultou na morte de dois militares americanos, além de deixar um desaparecido e outros quatro soldados feridos. Segundo informações divulgadas pelas autoridades dos Estados Unidos, desde o início da escalada do conflito, 16 militares norte-americanos morreram e mais de 430 ficaram feridos em ações relacionadas à crise.
O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais focos da disputa. A passagem marítima é considerada uma das rotas comerciais mais importantes do planeta, responsável por escoar aproximadamente 20% do petróleo consumido mundialmente antes do agravamento das tensões. Qualquer instabilidade na região gera preocupação nos mercados internacionais devido ao impacto potencial sobre o abastecimento de energia e os preços do petróleo.
Nos últimos dias, o governo iraniano voltou a defender maior controle sobre a rota marítima, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que estuda a possibilidade de impor taxas para embarcações que utilizem o estreito, medida que aumentou ainda mais a tensão diplomática.
Após os ataques americanos, o líder supremo do Irã reagiu com duras declarações e advertiu que os Estados Unidos poderão enfrentar "lições inesquecíveis" caso mantenham as operações militares contra o país.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar da crise com preocupação, temendo que a troca de ataques entre os dois países provoque uma ampliação do conflito no Oriente Médio, região considerada estratégica para a segurança global e para a economia mundial.



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