Justiça mantém Operação Mederi no TRF-5 e valida provas da investigação
Desembargador federal também autorizou mais 90 dias para continuidade das investigações da Polícia Federal
Operação Mederi segue sob investigação da Polícia Federal e permanece sob competência do TRF-5. | Foto: Reprodução A Operação Mederi ganhou um novo capítulo na Justiça. O desembargador federal Rogério Fialho Moreira decidiu manter o caso sob competência do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) e considerou válidas as medidas investigativas utilizadas pela Polícia Federal no andamento do inquérito.
A decisão mantém válidas as escutas ambientais realizadas na sede da empresa Dismed, além das quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático autorizadas durante as investigações.
A defesa da empresa havia solicitado que o processo deixasse o TRF-5 e passasse a tramitar na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Norte. No entanto, o desembargador entendeu pela manutenção da competência do Tribunal em razão da existência de investigados com prerrogativa de foro.
Entre os nomes mencionados no contexto da investigação está o ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil).
Segundo as informações divulgadas, os elementos obtidos pela Polícia Federal, incluindo diálogos captados durante a investigação e relacionados a suspeitas de pagamento de propina, continuam integrando o conjunto de provas analisado pelas autoridades.
Mais 90 dias de investigação
Além de manter o caso no TRF-5, a Justiça autorizou a continuidade das investigações por mais 90 dias.
Nesse período, a Polícia Federal deverá concluir perícias relacionadas a procedimentos licitatórios e avançar na análise do conteúdo de equipamentos eletrônicos apreendidos durante as diligências.
A Operação Mederi apura suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à Saúde, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As investigações envolvem contratos firmados por empresas fornecedoras de medicamentos com a Prefeitura de Mossoró e também com outros municípios potiguares, entre eles Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha.
O caso segue sob investigação, e as circunstâncias e eventuais responsabilidades ainda deverão ser definidas com o avanço dos trabalhos da Polícia Federal e das decisões da Justiça.



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