Porto de Natal recebe licença ambiental para dragagem do Rio Potengi e avanço na operação de navios maiores
Intervenção prevê a retirada de até 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos e inclui medidas de monitoramento ambiental.
Licença ambiental autoriza a dragagem da bacia de evolução do Porto de Natal, no Rio Potengi, com previsão de retirada de até 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos. Crédito da foto: Reprodução. O Porto de Natal deu mais um passo para ampliar sua capacidade operacional com a concessão de uma licença ambiental para a dragagem da bacia de evolução do Rio Potengi. A autorização foi emitida pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) para a Companhia Docas do Estado do Rio Grande do Norte (Codern), responsável pela administração do porto.
Assinado na terça-feira (27), o documento autoriza uma intervenção que prevê a retirada de até 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos do fundo do rio. O trabalho tem como objetivo aumentar a profundidade da área onde os navios realizam manobras antes de atracar, permitindo melhores condições para a operação de embarcações de maior porte.
Conforme as informações divulgadas pela Codern, a área deverá alcançar uma profundidade de 12,5 metros após a intervenção.
Obra pode ampliar capacidade de transporte de cargas
A expectativa é que a dragagem contribua para melhorar a infraestrutura portuária da capital potiguar, possibilitando a operação de navios maiores e ampliando as condições de transporte de mercadorias.
O diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, informou que o cronograma dos serviços ainda será definido em conjunto com a empresa responsável pela execução.
A intervenção também busca reforçar as condições de segurança para as manobras das embarcações no canal e na bacia de evolução, áreas fundamentais para o funcionamento do terminal portuário.
Licença estabelece acompanhamento ambiental
A autorização concedida pelo Idema prevê medidas de controle para avaliar os possíveis impactos da obra sobre o meio ambiente. Entre as exigências estão o monitoramento da qualidade da água, dos sedimentos e dos organismos aquáticos, além do acompanhamento da turbidez, que corresponde à alteração da transparência da água provocada por partículas em suspensão.
O plano também inclui a observação da área destinada ao descarte do material retirado do fundo do rio e de trechos próximos à Praia da Redinha, com atenção a possíveis mudanças na dinâmica costeira.
Outro ponto previsto é a adoção de medidas para reduzir riscos à fauna marinha, incluindo tartarugas, baleias e golfinhos.
A licença determina ainda a disponibilização de um canal de comunicação voltado aos pescadores artesanais e às comunidades que possam ser afetadas pela intervenção. O documento também prevê consulta à colônia de pescadores da região.
Dragagem complementa etapa anterior
Segundo a Codern, os trabalhos de dragagem do canal de acesso ao Porto de Natal já foram concluídos. A nova fase será concentrada na bacia de evolução, espaço utilizado pelas embarcações para realizar as manobras necessárias antes da atracação.
O diretor administrativo e financeiro da companhia, Hugo Alexandre Meneses Fonseca, atribuiu à articulação do governo estadual em Brasília uma contribuição para a obtenção de recursos federais destinados à obra.
Já o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, informou que a análise do licenciamento ambiental levou aproximadamente quatro meses, desde a apresentação do pedido até a conclusão do processo.
Expectativa para a economia potiguar
A conclusão da dragagem poderá representar um avanço para a infraestrutura logística do Rio Grande do Norte, ao criar condições para receber embarcações maiores e ampliar a capacidade de movimentação de cargas.
A execução dos serviços, entretanto, dependerá da definição do cronograma e do cumprimento das condicionantes ambientais estabelecidas na licença.
JC em Foco — Informação de João Câmara para o RN, o Brasil e o mundo.



COMENTÁRIOS