Flávio Bolsonaro perderá mandato eletivo após 24 anos de trajetória política
Derrota na eleição presidencial encerra sequência de cargos públicos do senador, que deixará o Congresso em janeiro de 2027.
Flávio Bolsonaro durante atividade no Senado Federal. Com o término de seu mandato em janeiro de 2027, o parlamentar deverá ficar sem cargo eletivo após a derrota na eleição presidencial. Crédito da foto: Andressa Anholete/Agência Senado. A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2026 terá consequências diretas para sua trajetória institucional. Com o encerramento de seu mandato no Senado Federal, previsto para 31 de janeiro de 2027, o parlamentar ficará sem cargo eletivo pela primeira vez desde que iniciou sua carreira política, em 2003.
Na disputa pelo Palácio do Planalto, Flávio enfrentou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o segundo turno realizado neste domingo (25). Conforme os números divulgados para a apuração final, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL alcançou 48,21%.
A decisão de concorrer à Presidência impediu Flávio de disputar simultaneamente a renovação de seu mandato no Senado. Com isso, a derrota eleitoral representa o encerramento de uma sequência de aproximadamente 24 anos ocupando cargos conquistados pelo voto popular.
Da Assembleia Legislativa ao Congresso Nacional
A carreira política de Flávio Bolsonaro começou no Rio de Janeiro. Ele conquistou seu primeiro mandato de deputado estadual em 2002, assumindo uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no ano seguinte.
O parlamentar permaneceu no Legislativo fluminense por quatro mandatos consecutivos, após ser reeleito em 2006, 2010 e 2014. Nesse período, construiu sua trajetória política antes de disputar uma vaga no Senado Federal.
Em 2018, Flávio foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, obtendo cerca de 31,3% dos votos válidos. O mandato de oito anos teve início em 1º de fevereiro de 2019 e tem término previsto para o final de janeiro de 2027.
A passagem pelo Senado ampliou sua atuação no cenário político nacional, especialmente durante o período em que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), ocupou a Presidência da República.
A disputa presidencial e o fim do mandato
A candidatura à Presidência em 2026 representou uma mudança de escala na trajetória eleitoral de Flávio. Em vez de buscar a permanência no Senado, ele entrou na disputa pelo comando do Executivo federal.
O resultado do segundo turno, porém, não garantiu a chegada ao Palácio do Planalto. Como seu mandato parlamentar tem data definida para terminar e não houve candidatura à reeleição para o Senado, Flávio deverá deixar o cargo sem assumir, de imediato, outro mandato eletivo.
Isso não significa necessariamente o afastamento definitivo da política. O fim de um mandato encerra uma etapa institucional, mas não impede que o ex-parlamentar continue atuando em partidos, participando de articulações políticas ou volte a disputar eleições futuramente.
Uma trajetória que começou em 2003
Antes da candidatura presidencial, Flávio também disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2016. Na ocasião, terminou a eleição na quarta colocação e não avançou para o segundo turno, permanecendo no exercício de seu mandato estadual.
Duas décadas depois de iniciar sua atuação parlamentar, a disputa presidencial colocou seu nome no centro de uma eleição nacional. O resultado de 2026, entretanto, abre uma nova fase em sua carreira, agora sem a continuidade automática de um cargo eletivo.
O cenário também chama atenção para a dinâmica da política brasileira: mesmo nomes com longa presença em cargos públicos dependem do voto para renovar seus mandatos ou conquistar novas posições institucionais.
Com a saída do Senado prevista para janeiro de 2027, Flávio Bolsonaro encerra um ciclo de representação parlamentar iniciado no Rio de Janeiro e passa a enfrentar um novo momento de sua trajetória política.



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